Mesmo já com tantas histórias, a turma precisava de um nome. E ele surgiu numa fria noite de um dia de semana (sei lá qual, mas provavelmente uma quarta feira). O estádio recebia um público médio, umas 20 mil pessoas. Lá estavam Bruno, Ricardo, Marco Aurélio e Rafael, como sempre sentados na arquibancada de frente para o meio do campo.
Como já é tradição a cada lance perigoso do esquadrão azul a torcida se levantava. Se o final fosse infeliz lá iam todos sentar de novo. Mas na nossa frente, uma figura bem peculiar não parecia disposta a acompanhar esses movimentos. Num desses lances perigosos o senhor grisalho e já bastante alcoolizado não quis se sentar mais.
Meu amigo, imagine a situação: todos os presentes sentados e uma única figura de pé. É óbvio que o camarada foi ofendido com todos os nomes possíveis (impublicáveis, é verdade). Mas quando recebeu uma bola de papel bem na sua cabeça, a figura se virou para trás e foi possível ver com quem o cara se parecia: ele mesmo, Bozó, aquele personagem do Chico Anysio que adora falar que é diretor da Globo.
O cara ficou de pé desde os 30 minutos do primeiro tempo até o intervalo do jogo, quando foi embora debaixo do simpático coro: “Ô Bozó, eu vô cumê seu fiofó”. É isso aí, todos os que estavam atrás do simpático senhor perceberam a sua semelhança com o personagem.
Nós, é claro, começamos a reparar que o Mineirão, na verdade, é a própria Bozolândia. Não porque todos que vão lá se parecem com ele, mas porque a grande maioria tem atitudes muito parecidas ou até piores.
E como somos freqüentadores assíduos do estádio, já tínhamos um nome para a nossa turma: A Família do Bozó.